terça-feira, 27 de junho de 2017

Gostar de alguém...


 Gostar de alguém, estar apaixonado, vai além dos momentos bons e de carinhos, vai além de planejar um futuro perfeito. Em alguns momentos, você vai sentir falta da pessoa que conheceu e vai perceber que aquela pessoa na verdade nunca existiu. Não porque ela mudou, mas porque na verdade foi você que nunca a conheceu de verdade. Foi você que se iludiu achando que seria daquele jeito “para sempre”. Meu amigo, problemas existem, erros são cometidos e corações são partidos. Confianças são quebradas e pessoas magoadas. Isso muda tudo.
Você não decide ficar ao lado daquela pessoa apenas porque tiveram bons momentos, boas risadas e boas conversas. Você não decide ficar com aquela pessoa porque o sexo é inexplicavelmente bom ou porque vai sentir saudade do carinho. Põe uma coisa na cabeça: Afeto “carnal” se tem até mesmo com um desconhecido por uma noite.
O amor vai doer às vezes, e você vai desejar que aquela pessoa nunca tivesse entrado na sua vida, mas em menos de cinco segundos, sim meu amigo, breves cinco segundos você estará arrependido e se sentindo um egoísta por estar pensando daquela maneira, porque afinal, não são apenas os seus sentimentos envolvidos. É difícil lidar com pessoas, é difícil se colocar no lugar do outro, mas tem de ser feito.
E todos os dias, você pensa “já chega”, mas então adia o término. Deixa para amanhã porque na verdade, você sabe que não quer que acabe. Você sabe que problemas tem que ser enfrentado e em relacionamento isso tem que ser feito juntos. No subconsciente, você sabe que o amor nunca vai ser um mar de rosas, que existiram barreiras e dificuldades e que é nisso que o amor será baseado, em permanecer juntos e enfrentar isso. Permanecer unidos, alguns dias mais que outros, mas vai passar dias, meses e anos, não vai ficar mais fácil.

Eu na verdade, não sei nada sobre amor e relacionamentos, mas estou aprendendo aos poucos. 

26/03/2017

domingo, 30 de outubro de 2016

O português praticado no Brasil...

Faz tempo que estou guardando isso(uns dois anos e meio)... Por simplesmente preguiça, falta de tempo ou até mesmo esquecer... Não me lembro onde foi que eu li, mas eu gostei.

*Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza* 
- Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso. 
- Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde? 
- Sou de Maputo, Moçambique. 
- Da África, né? 
- Sim, sim, da África.
- Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos. 
- É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade...
-Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
- Desculpe, qual sala? 
- Meia oito. 
- Podes escrever? 
- Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68. 
- Ah, entendi, "meia" é "seis". 
- Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar? 
- Quanto tenho que pagar? 
- Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam "meia". 
- Hmmm! Que bom. Aí está: "seis" reais. 
- Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende? 
- Pago meia? Só cinco? "Meia" é "cinco"? 
- Isso, meia é cinco. 
- Tá bom, "meia" é "cinco". 
- Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia. 
- Então já começou a quinze minutos, são nove e vinte.
- Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia. 
- Pensei que fosse as 9:05, pois "meia" não é "cinco"? Você pode escrever aqui a hora que começa? 
- Nove e meia, assim, veja: 9:30
- Ah, entendi, "meia" é "trinta". 
- Isso mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas... O senhor já está hospedado? 
- Sim, já estou na casa de um amigo. 
- Em que bairro? 
- No Trinta Bocas. 
- Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas? 
- Isso mesmo, no bairro "meia" Boca. 
-  Não é meia boca, é um bairro nobre. 
- Então deve ser "cinco" bocas. 
- Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu? 
- E há quem posso entender?

Não me pergunte o autor. Não sei. Beijo! Até semana que vem!!




domingo, 23 de outubro de 2016

E aí, como vai o seu amor?

Um dia, eu acordei e percebi o quão estava confusa e sendo fútil em relação ao amor. Percebi que estava indo na onda dos filmes, naqueles que dizem que você tem que se entregar a paixão sem pensar duas vezes sabe?
Passei o dia observando casais na rua, e vendo o quanto eles são desesperados para mostrar que estão apaixonados. No fundo, eles ultrapassam aquela linha invisível entre ser romântico apaixonado e ser romântico sexual, se é que me entendem. Provavelmente, passam o dia numa praça, se acariciando e se beijando, sem mostrar realmente nenhum carinho de afeto apenas de excitação, sem nenhuma privacidade; para chegarem a casa, e cada um ir para o seu canto. Quem sabe, a mulher na cozinha fazendo a comida enquanto o homem está com a sua forma machista assistindo seu jogo preferido tomando uns goles de cerveja no sofá com os pés em cima da cômoda. Afinal, o amor é isso.
Não meu amigo, o amor não é isso. Amor, é um sentindo em que tu não sabes descrever, não sabe colocá-lo em palavras, mas sim em pequenas demonstrações e atitudes. De qualquer maneira, não vim escrever sobre tal.
No meu ponto de vista, a pessoa que está atrás do seu grande amor para lhe fazer feliz, desculpe a expressão, mas está fazendo uma grande merda. Por quê? Meu caro amigo, vejamos de um ângulo diferente. Você está conhecendo alguém, curtem bons momentos, se apaixona, mas quando percebe os defeitos e tem a primeira briga, é muito provável que caia fora porque não vai saber lidar e acaba se decepcionando e ficando todo triste porque a sua felicidade dependia dela. Consegue ver o quanto é ridículo?
Para se entregar de corpo e alma a alguém, e acredite você vai mais cedo ou mais tarde, você precisa estar preparado. “Ah, mas isso não existe...” xiu, presta atenção aqui. Obviamente, não, você não tem como se preparar para algo deste porte, MAS você pode e deve ter primeiro, amor próprio e segundo, ser mente aberta.  Se sentir bem consigo mesmo, com seu corpo e seus defeitos antes de se entregar ao amor. Você precisa se conhecer, encontrar a sua felicidade e ser independente.
Tens que colocar em mente, que não existe essa coisa de metade da laranja. Você não precisa de algo para se completar, mas sim complementar. É como eu venho dizendo, eu preciso me conhecer antes de querer conhecer outro alguém; como diria Tolkien: “nem todos os que vagueiam estão perdidos”.

Existem várias maneiras de amar,e vários tipo de amor. Porém, acima de tudo, temos que ter o amor próprio. Vou falar disso muitas e muitas vezes ainda! Beijão e até a próxima semana! 

domingo, 16 de outubro de 2016

Livro: Sangue na Neve

 Sinopse: 
A detetive D.D. Warren está de volta em mais uma investigação. Parecia ser mais um caso simples de homicídio em legítima defesa, mas o que a detetive não esperava era que novas peças surgissem para confundi-la e intrigá-la: uma policial atiraria em seu marido e, depois, desaparecia com sua filha? D.D. deverá desvendar os segredos sórdidos que estão por trás deste caso, e ao mesmo tempo, usar sua experiência para escapar das manipulações desta investigação. 
Depois de já ter escrito mais de uma dezena de thrillers de sucesso, Lisa Gardner continua entrelaçando protagonistas cheios de emoção às histórias inteligentes e instigantes. Sangue na Neve é assim, um suspense onde os personagens estão sempre esperando pelo pior, onde não se sabe exatamente em quem confiar e onde nem tudo é o que parece ser...  

Sobre a autora:  
Lisa Gardner é a autora de best-sellers do The New York Times com 17 livros publicados. Seus livros com a detetive D.D. Warren incluem Sangue na Neve, Viva para Contar, Alone, Hide, The Neighbor, Catch Me e The 7th Month. Seus livros sobre especialistas em perfil do FBI incluem Say Goodbye, Gone, The Killing Hour, The Next Accident, The Third Victim e The Perfect Husband. Ela vive com a família na Nova Inglaterra, onde está trabalhando em seu novo livro na próxima história da investigadora D.D. Warren. Lisa já escreveu 17 romances.  

          Frases: 
Pense de forma estratégica, fale com cuidado, e você pode controlar qualquer um, qualquer situação. Página 105
A inconsistência em um detalhe faz com que você tenha de questionar todos os detalhes. Página 134.
Talvez, para todos nós, essa linha entre o bem e o mal seja mais fina do que devia ser. E talvez, para todos nós, uma vez que se cruzou essa linha, não tem volta. Você era quem era, e agora você é quem é. Página 348.

E o que dizer para vocês?! É a primeira vez em que leio um livro deste gênero, e com toda certeza me apaixonei pela Lisa e pela sua detetive. Vale ressaltar, que temos a oportunidade de acompanhar bem os fatos pelo ponto de vista de Tessa em primeira pessoa, e pelo ponto de vista de D.D. em terceira pessoa. Ficou dividido basicamente um capítulo para cada, o que deixou a leitura mais interessante. Enquanto acompanhávamos as suspeitas de D.D., no capítulo seguinte tínhamos nossas respostas e a dúvida: Tessa é culpada ou não? Mas por que? Lisa soube colocar a situação muito bem, foi muito inteligente e estou totalmente sem palavras.  
Confesso para vocês, quando comecei a leitura eu desejei muito ser a D.D., desejei pegar a Tessa pelos ombros e sacudir. Mas no final, eu desejei ser a Tessa e pegar a D.D. pelos ombros, e não apenas no final mas no decorrer da história. A cada capítulo eu ficava "eu amo a Tessa" "Não, eu amo a D.D." "Bahh, toda certeza a Tessa é o tipo de pessoa que quero ser, o tipo de mãe que quero ser", "Definitivamente, D.D. é quem manda!". É uma verdadeira gangorra. O caso só foi começar a se desenrolar mesmo, a ter um desenvolvimento, a partir do quarto ou quinto capítulo. 
Quero muito voltar a escrever para vocês em forma de capítulo e anotações, mas se fizesse isto aqui, revelaria tantos detalhes que estragaria a leitura de quem não leu. Sangue na Neve é leitura mais que obrigatória para os apaixonados por suspense e por thrillers policiais. E apesar de tu já saber quem é o bandido, tu vai querer ler muitas e muitas vezes! 

Quem me indicou e até mesmo emprestou o livro, foi a minha amiga Jéssica Camargo, que eu tenho um carinho enorme! Então muito obrigada(sei que já agradeci, mas nunca é demais!).

Achei o livro em PDF na internet! Pode baixar e ler pelo tablet, ou note, ou até mesmo celular. Clique aqui! 

Estava pesquisando algumas resenhas, porque afinal, eu ainda estou aprendendo a resenhar. E este parágrafo abaixo, é realmente o sentimento que este livro lhe causa: 
"Amor, paixão, ódio, traição, ilusão, fé, perseverança, ousadia. São alguns dos elementos que destaco neste livro. Você pode amar ou odiar Tessa Leoni; simpatizar-se com D.D. Warren, ou achá-la arrogante demais; apiedar-se do fim trágico de Brian Darby, ou achar que ele teve o fim que mereceu; sofrer com o desaparecimento de Sophie Leoni e exasperar-se com a busca frenética pelo paradeiro da menina. Não importa o que você sinta ou pensa a respeito disso ou daquilo no livro porque a sua opinião, ao término do livro, não será a mesma da do começo. Sangue na Neve vai mexer com você." Cr: No Mundo dos Livros

Ah, antes que eu me esqueça. A leitura é fácil, e a capa é extremamente bonita. Combina bastante com a história na verdade. No fundo, só fui entender o por que daquela capa chegando mais próximo do final. A editora Novo Conceito está de parabéns, pois não achei nenhum erro ortográfico ou palavras faltando(sim, já li livros com falhas assim...). 
Espero que tenham gostado e que sigam a dica desta leitura, porque vale muito a pena. Até a próxima! Beijos.  

sábado, 8 de outubro de 2016

Como outro dia qualquer...

Como outro dia qualquer, eu havia ido trabalhar sabendo desde o início que seria diferente. Passei a noite anterior conversando com Alex de forma nem um pouco inocente combinamos o que seria um dia inesquecível.
O dia estava correndo bem, dentro da rotina, estava a concluir o expediente e meu trabalho. Naquele dia, disse ao meu colega que ele poderia ir embora mais cedo, pois eu havia combinado de me encontrar com algumas amigas mais tarde perto dali, e sendo assim ficaria adiantando o serviço para matar o tempo. Nunca foi meu forte mentir e apesar de ele não ter acreditado, ele foi embora. 
Enquanto Alex não aparecia, eu resolvi que deveria fechar a porta e desligar uma luz, para ninguém desconfiar que eu ainda estivesse ali. Ele chegou meia hora depois entregando alguns documentos e me olhando com a mesma cara que havia me olhado o dia inteiro. Um olhar que não sei descrever até hoje. Eu sabia o que aconteceria daqui uns bons amasso e dez minutos, mas ainda assim, dei um sorriso de lado e balancei a cabeça.
Eu não estava negando ele ou o fato, apenas não acreditava apesar de estar bem na minha frente abrindo a camisa flanela xadrez, que venhamos e convenhamos, caia muito bem em seu corpo. Antes mesmo de ele perceber, eu já estava a poucos centímetros dele, ajudando-o a tirar a camisa e naquela distancia, estávamos respirando o mesmo ar em uma sala com ar condicionado ligado em 25°. Ele estava terrivelmente bonito com uma regata branca, e eu estava decidida a apenas observar, sem dar o primeiro passo.
Apesar do calor da sala, ele estava com as mãos geladas quando passou os dedos pelo meu rosto e a outra mão alcançou meu quadril para me puxar mais perto dele. Dei um beijo em sua bochecha, indo em direção a sua boca. Antes de realmente alcançar a boca, olhei em seus olhos e percebi o quanto o desejo estava ali. Demos um beijo ardente, rápido no início, mas depois mais lento e intenso.


Estávamos expostos, pois a parede de um dos lados da sala era de vidro. Eu tinha noção disso, ele tinha. Estávamos cientes da situação, mas aos olhares dos outros seria apenas um beijo apaixonado. Puxei-o para um pequeno banheiro que havia dentro da sala, mal cabiam duas pessoas ali, e melhor que fosse assim para ficarmos mais juntos, sentindo o calor do corpo um do outro. Estávamos dispostos a realizar o fetiche de muitos, inclusive o nosso. Estávamos dispostos a matar nosso desejo ali mesmo, se necessário.



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